16/11/2014

Por

Ana

Todo ano eu digo a mesma coisa: “da próxima vez vou fazer diferente, vai ser tudo mais fácil”. E todo ano, um dia antes da festa de aniversário dos meus filhos estou morta, quebrada de cansaço. Miguel completou 3 anos no dia 12, “evento” que foi comemorado praticamente a semana toda: terça teve traktatie na escola, quarta ele passou o dia com os avós e foi mimado até o último fio de cabelo, sábado teve festa.

O que fizemos de diferente este ano, foi convidar seus amiguinhos com os pais e irmãos. Podíamos ter chamado todos os nossos amigos com crianças, mas queria que meu filho brincasse, se divertisse com seus amigos. Foi uma ótima decisão. Claro que (como sempre) convidamos amiguinhos demais e ficamos todos
espremidos na cozinha, mas tirando o malabarismo em caminhar entre menininhos de 3 anos e brinquedos, a festa foi bem tranquila.

Na minha cabeça tinha imaginado uma festinha simples, sem complicações ou exageros. Comprei a decoração online, encomendei o bolo para ter menos trabalho e tudo ia bem sossegado até a sexta, quando tive uns 5 minutos de desespero e resolvi fazer uma batalhada de cupcakes e brigadeiros. Encanei que o bolo não ia ser suficiente – e não foi mesmo – e fui pra cozinha. Dos 24 cupcakes que assei, o Miguel destruiu comeu 3. Eu virava de costas e ele lascava um pedaço do bolinho… e olha, nem brava fiquei. De certo modo admirei a astúcia (e audácia) do menino. Foi engraçado, a Julia e uma amiguinha morreram de rir da graça do Miguel, e eu por via das dúvidas, escondi os brigadeiros do alcance das crianças.

Além de doces, organizei uma farta mesa de queijos e patês para os adultos, fiz uma torta de frango – que merece um post porque ficou sensacional, receita de mamis – e cachorro quente (leia-se pão com salsicha) para os pequenos.

Foi festinha estilo holandês: às 3 da tarde chegaram os convidados, cantamos parabéns – aqui é a primeira coisa que se faz – comemos bolo, nos entupimos de brigadeiros e depois atacamos os “salgados”. Tudo regado à agua, limonada cor de rosa e vinho para os pais. Lá pelas 6 da tarde os convidados se despediram deixando para trás um Miguel muito feliz, uma casa cheia de brinquedos and migalhas de tudo o que se possa imaginar espalhadas pelo chão, sofá e cadeiras.

No fim da festa, enquanto meus filhos brincavam com os presentes novos, entre carrinhos, balões e resto de batata chips, eu e marido tentávamos botar ordem na cozinha. E sabe aquele cansaço todo do dia anterior? Puf, sumiu! O que ficou mesmo foi uma sensação boa, de ver duas crianças se divertindo após uma festinha feliz.

Se eu pensar nas manchas de chocolate que ficaram na minha mesa, desistiria de fazer festas aqui em casa até os filhotes alcançarem a maioridade. Mas sabe, acho que a essência do aniversário é receber amigos, comer bolo, fazer sujeira e ser feliz.