14/05/2017
Por
Ana
Se eu pensar muito antes de sair de casa, eu não saio. Sao três crianças, uma delas um bebe de colo, então tenho que levar no mínimo mamadeira, fralda, roupa extra e um carrinho para o pequeno. Mas como disse anteriormente, se eu pensar… e eu não penso, eu vou. Claro que com três crianças adquiri uma certa destreza: a bolsa de mão (do bebe) é minúscula e contem apenas o necessário, mas mesmo assim dá trabalho.
Neste domingo queria almoçar com a família fora de casa. O holandês está viajando a semana toda e eu não estava afim de comer tostex em pleno dia das mães – o problema nem era o tostex que provavelmente eu comeria em um restaurante holandês, já que o pão aqui é a base da alimentação. Enfim, eu queria sair de casa.
Peguei os filhos, a bolsa de praia – estava sol – uns brinquedos, fraldas, mamadeiras e fui. Pedalamos até Blijburg, um restaurante/ quiosque de praia urbana. É um lugar que frequentamos bastante, tem muita areia e muito espaço ao ar livre. Na minha mente de mãe positiva tinha imaginado o cenário perfeito para o domingo: eu sentada ao sol com uma tacinha de vinho branco gelado, Rafael ao meu lado brincando na areia, Julia e Miguel correndo atrás de uma bola.
Tudolindo. Todosfelizes.
Mas a vida não é um script, né?
Em um minuto começou a chover, o Rafael chorou porque comeu areia e não gostou, Miguel chorou porque esqueceram da sua comida – e tomou sua limonada num gole só – e meu vinho… foi derrubado pelo Rafael sobre minha calça. Fiquei toda molhada cheirando à álcool.
Eu poderia ter feito duas coisas nesta hora: pegar a cria e ir pra casa ou tentar passar umas horas bacanas com a família. Fiquei com a segunda opção: limpei a boca do Rafael, dei pão para o Miguel até sua comida chegar e pedi mais um vinho branco. O restaurante não tem um bom serviço mas a menina que estava no bar foi tão atenciosa quando percebeu que havia esquecido da comida do Miguel que eu achei que tudo estava começando a conspirar para dar certo. Respirei fundo. Contei até dez e tomei um gole do meu vinhozinho. A chuva passou. Nós comemos, demos umas boas risadas e até foto dos quatro tiramos – santo timer!
Foi um dia das mães no estilo “a vida como ela é”, e acho que maternidade é isso: encarar o que tem “pra hoje”. Há dias em que as coisas saem bem, outros nem tanto. Com um tiquinho de paciência e humor, no fim tudo dá certo.

meu time!


É isso aí: a vida como ela é, e ela é assim pra todo mundo! Como é legal encontrar conforto/consolo nos seus textos e me enxergar neles! O melhor da internet é isso: saber que não estamos sozinhas nunca. Um beijo, Mara. 😀
Nao estamos sozinhas, Mara, e acho que é exatamente por isso que gosto de escrever quando as coisas não saem como planejado. Acho que dar errado é dar certo 😉
Que time lindo Ana!!!! Adorei seu relato, é isso mesmo temos que saber aproveitar o que temos pra hoje, amanhã será um novo dia e a Deus pertence!!!! Bjs
Obrigada 🙂