06/05/2014

Por

Ana

Estamos de
volta. Passamos 15 deliciosos dias de férias no Brasil. Descanso merecido ao
lado da família e amigos. Foi uma viagem gostosa, aproveitamos tudo de bom que
há no país. E como eu gosto de lá, meu Deus. Meus filhos também, pela
Julia nem voltaríamos para casa “porque no Brasil faz calor” – argumento justo e sincero, vai?

Em termos
de viagem, esta foi uma das mais tranquilas que fiz em anos. Meus filhos estão
crescendo e ficando independentes. Um voo de 12 horas está longe de ser
agradável, mas dentro do possível fomos e voltamos bem – até um filminho eu consegui assistir, coisa que não acontecia há anos!

Mal
chegamos em São Paulo e já partimos para Minas Gerais, para passar a páscoa ao
lado da minha avó e o restante da família. Fomos para a roça e as crianças se
esbaldaram: tinha porco, vaca e galinha para cuidar, espaço para correr e
piscina para nadar. Quer mais que isso na vida?

amor de primos

Foi muito
especial estar ali com meus pequenos, no sítio onde passei boa parte da minha
infância. Sabe, é duro estar tão longe de tudo que conhecemos quando moramos
fora do país. Dói não poder ensinar para os meus filhos as coisas que fizeram
parte da minha juventude. Como vou explicar a maravilha que é lamber um tacho
de doce de leite para crianças que não sabem o que é um fogão à lenha? 

Foi
lindo ver meus filhos dando milho para as galinhas, brincando em um balanço na
árvore e comendo fruta do pé. Momentos que guardarei para sempre com carinho na
memória – espero que eles também nunca se esqueçam disso.   

De Minas
fomos para o Rio de Janeiro, só o marido e eu. Foi nosso presente de 7 anos de
casamento. Já tinha me esquecido de como aquela cidade é maravilhosa. Ficamos encantados.
O curioso é que a última vez que estivemos em terras cariocas foi em 2007, no
início da nossa lua de mel. Visitar o Rio teve um gostinho especial, quase
melancólico e bem romântico. 
vista surreal do avião
Ficamos em Ipanema
e eu não queria sair de lá nunca mais. Fomos para a praia, caminhamos na lagoa,
passeamos por Santa Teresa, pela Lapa e Leblon. Um programinha mais gostoso do que
o outro. Sonho Acho que o Rio fará parte do nosso roteiro de férias daqui pra frente.
hotel Santa Teresa

O que também
me surpreendeu foi a capacidade de adaptação dos meus filhos, a Julia tem 5
anos e se lembra bem das últimas férias na casa da vovó e do vovô. Ela fala português, sabe o nome de boa parte dos parentes, onde eles moram e até onde seus brinquedos ficam guardados na casa dos avós. O Brasil para ela é um lugar seguro, conhecido, ela sabe o que esperar das férias. É como voltar para casa. 

Já o Miguel se soltou dessa vez: brincou como se
não houvesse amanhã e deslanchou no idioma. Impressionante o quanto ele
aprendeu em 2 semanas! Fala misturado, claro, trocando umas palavras para me matar de
amores. “Que maluco”, ele dizia quando via algo engraçado; “Ik wil niet lavá cabelo” (eu não quero lavar o cabelo) era seu mantra diário – ele odeia lavar o cabelo. Fora
isso, meu menino acordava todos os dias pedindo “pao má quejo” (pão de queijo)
e de vez em quando queria “pêra compá”, ou seja, comprar pêras na quitanda do bairro. De volta à Holanda ele continua bagunçando os idiomas para o orgulho da mãe dele. 

No mais, fizemos o que mais gostamos de fazer quando estamos no Brasil: curtir a
família
. E família é sinônimo de comida! Perdi a conta dos churrascos, quitutes
e almocinhos desta viagem. Só sei que voltei 2 quilos mais feliz para a Holanda.